Secretaria da Saúde promove curso de Compliance Antidiscriminatório para gestores
Formação, feita em parceria com a Controladoria Geral do Município, tratou de combate ao racismo estrutural e canais de denúncia

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo realizou nesta terça-feira (20), em seu edifício-sede, o curso Compliance Antidiscriminatório, voltado a gestores e coordenadores das áreas internas e do território.
O encontro tratou da promoção da igualdade e do combate ao racismo estrutural no ambiente organizacional. A proposta foi capacitar as lideranças sobre o uso do compliance contra qualquer tipo de discriminação, com ênfase em diretrizes de conformidade, canais de integridade e práticas inclusivas.
A iniciativa partiu de reuniões entre unidades da SMS, como a Coordenadoria de Gestão de Pessoas (Cogep), por meio do Núcleo de Orientação e Acolhimento aos Profissionais da Saúde (Noaps), e a Área Técnica de Saúde da População Negra, com parceria da Controladoria Geral do Município (CGM).
Segundo o assessor técnico de Saúde da População Negra, Daniel Almeida dos Santos, o curso integra o Programa Municipal de Saúde Integral da População Negra, instituído pela Lei Municipal nº 17.406/2020. “Esta iniciativa também dá continuidade a uma política pública municipal cuja origem está na atuação da Comissão de Saúde da População Negra, do Conselho Municipal de Saúde”, afirmou.
Os ministrantes apresentaram conceitos de compliance antidiscriminatório e de interseccionalidade, com base em autores como Frantz Fanon, Sojourner Truth, Angela Davis, Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento e Djamila Ribeiro.
Representantes da CGM falaram sobre diretrizes normativas e canais formais de denúncia. Alex Antonio da Silva, assessor da Divisão de Promoção da Ética e Prevenção a Conflitos de Interesses (DPE/CGM), lembrou que a Lei Orgânica do Município veda qualquer discriminação e prevê sanções que incluem demissão e responsabilização criminal.
Participante do curso, Valéria Borges, coordenadora administrativa da Escola Municipal Regional de Saúde Norte, defendeu a expansão do letramento racial para toda a rede. "É importante que as pessoas saibam inclusive qualificar o racismo e as atitudes discriminatórias, reconhecer quando são vítimas destes atos e como encaminhar os casos", disse.
Com informações da Secretaria Municipal da Saúde de SP. Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir do comunicado oficial e conferido automaticamente com a fonte; nenhuma informação foi acrescentada.