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Saúde

Plataforma de realidade virtual e IA da USP melhora diagnóstico de declínio cognitivo

Projeto da ICMC-USP combina realidade virtual, EEG e IA para detectar precocemente o comprometimento cognitivo leve

Imagem ilustrativa: Michelangelo Buonarroti / Pexels

Pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP), em São Carlos, estão desenvolvendo uma plataforma que integra realidade virtual, inteligência artificial e análise da atividade cerebral para aprimorar a identificação do comprometimento cognitivo leve (CCL).

Durante as sessões, os participantes realizam tarefas em ambientes virtuais enquanto são registrados dados de movimentação ocular e atividade elétrica cerebral (EEG); as informações são analisadas por algoritmos de aprendizado de máquina e redes neurais profundas, com foco em modelos interpretáveis.

"Embora muito utilizados na prática clínica, esses testes apresentam limitações importantes: são vulneráveis a variáveis socioculturais e educacionais do paciente, dependem de interpretações subjetivas e possuem sensibilidade reduzida para flagrar as formas mais leves e iniciais de comprometimento. O que propomos aqui é uma quebra de paradigma com uma experiência imersiva e dinâmica capaz de medir as reações biológicas exatas do cérebro em milissegundos", explicou Roberto Douglas Guimarães de Aquino à Assessoria de Imprensa do ICMC.

A avaliação ocorre em uma única sessão multimodal, na qual a bateria de tarefas imersivas em realidade virtual captura simultaneamente o EEG e o rastreamento ocular, permitindo analisar tempo de fixação, alocação de atenção e oscilações de ondas cerebrais relacionadas à memória operacional.

"Ao colocar o paciente em um ambiente virtual controlado, conseguimos extrair biomarcadores digitais preditivos. Mapeamos com precisão a correlação exata entre o estímulo que o idoso vê, a estratégia visual que seus olhos traçam e a resposta neurofisiológica de seu córtex cerebral", relatou Aquino. "Mais do que dar uma resposta automatizada sobre se há ou não comprometimento, nosso algoritmo explica o ‘porquê’, gerando um relatório detalhado para apoiar a decisão do médico neurologista".

O estudo segue rígidos critérios éticos, envolvendo grupos clínicos e voluntários saudáveis pareados por idade e escolaridade; todos os dados são armazenados em bancos seguros, preservando o anonimato dos participantes.

"Além de oferecer uma ferramenta de saúde inovadora para antecipar o diagnóstico e frear a evolução de doenças neurodegenerativas, o projeto reforça o compromisso com a ciência aberta nessa área. Ao término das validações clínicas, o software de análise integrada, os algoritmos desenvolvidos e os conjuntos de dados devidamente anonimizados serão disponibilizados publicamente em código aberto no GitHub, permitindo que cientistas colaborem e repliquem a metodologia", ressaltou Alexandre Delbem.

O vídeo explicativo sobre o funcionamento da plataforma está disponível em youtu.be/Ln-jJK3eqt0.

Com informações da Agência SP. Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir do comunicado oficial e conferido automaticamente com a fonte; nenhuma informação foi acrescentada.